A terra está repleta do amor de Deus; por sua palavra foram feitos os céus, aleluia!


4º domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor) Primeira Leitura (At 2,14a.36-41); Salmo Responsorial (Sl 22); Segunda Leitura (1Pd 2,20b-25); Evangelho (Jo 10,1-10). A terra está repleta do amor de Deus; por sua palavra foram feitos os céus, aleluia!

A antífona de entrada desta celebração nos insere bem dentro do mistério que celebramos: os céus foram feitos por sua palavra. Sua Palavra... Isso implica que ouvir o Senhor é permitir que o céu se faça em nós, que o céu nos alcance. Não ouvi-Lo, consequentemente implica em ignorá-Lo, ou mesmo d'Ele distânciar-se. A boa nova de hoje é que Jesus se apresenta como o Bom Pastor, aquele que chama e que cuida das suas ovelhas, estas por sua vez escutam-No. A imagem sugere proximidade mútua, conhecimento recíproco entrelaçado por um vínculo de cuidado e profunda intimidade: "eu a conheço e ela me conhece". Em seguida Jesus diz que Ele é a porta, ou seja, o lugar de passagem por excelência, o lugar de Páscoa, de Ressurreição. Já esta imagem sugere condução: É Ele quem conduz, quem toma a dianteira, quem vai à frente daqueles que entram pela Porta. Mas quando sabemos que Ele, o Bom Pastor, está de fato a nos conduzir? Certamente, quando o escutamos, quando ouvimos seu apelo de conversão, de renovação da vida, como a resposta de Pedro aquela multidão: “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo." (At 2, 38). Ou ainda, quando nós temos bem claro o Seu chamado e desenvolvemos em nós a capacidade de suportar com paciência os sofrimentos da vida pelo bem que realizamos (Cf. 1Pd 2, 20b) e aqui cabe observar que alguns sofrimentos não são provocados pelo bem que fizemos, mas por consequência das nossas maldades e mazelas. Caberá distinguirmos para não sermos inadequados no nosso diálogo com Deus, para não confundirmos os sofrimentos que nos purificam dos que nos atormentam. E todas essas confusões são geradas por não sabermos discernir a voz do Pastor em meio a tantas outras vozes que gritam e por vezes sussurram em nossos ouvidos. Faz-se necessário questionar-se a quem, de fato estamos ouvindo. A Cristo? Ou a terceiros? -Alguns dão ouvido aos signos e à astrologia, deixando a voz do Pastor em segundo ou terceiro plano. -Outros dão ouvido aos magos, mágicos e gurus e andam longe daquele que vem sempre ao nosso encontro. -Tem muitos dando ouvido aos "coaches" e muitos destes disfarçados de Evangelho (com todo respeito aos verdadeiros profissionais) ao pregar uma auto-estima vazia e insuficiente, visando sucesso, longe do fracasso da Cruz, distanciando-se daquele que dá a vida por suas ovelhas. -Alguns ouvem a quem não conhece de verdade e acreditam piamente nestes. -Há quem dê ouvido aos vizinhos, a fulano, a cicrano e vão se deixando enganar e confundir por tudo que dizem, e outros ainda se inquietam pelo que fulano ou beltrano vão pensar, achar ou comentar. Só não conseguem ouvir o que Deus quer, nem se incomodar com o que Ele está pensando de nós. Sem falar também nos que só ouvem a si mesmos e acham que estão sempre com a razão; incapazes de esvaziar-se de si, para se encherem de Deus. Mas a porta continua aberta para os que querem entrar e se deixarem conduzir por uma Única Voz, a Palavra da Vida. Essa é a hora oportuna para experimentarmos o amor/cuidado dos céus do qual a terra está repleta. Aleluia!


Por Pe. Gustavo Santos de Souza Martins

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