Como fazer para se tornar missionário?

Na inauguração do Mês Missionário Extraordinário, o Santo Padre descreveu qual é a chave de ser missionário que é viver como testemunha, “testemunhando com a vida que se conhece Jesus. Testemunha é a palavra-chave; uma palavra que tem a mesma raiz e significado de mártir. Os mártires são as primeiras testemunhas da fé: não por palavras, mas com a vida. Sabem que a fé não é propaganda nem proselitismo, mas um respeitoso dom de vida. Vivem espalhando paz e alegria, amando todos, incluindo os inimigos, por amor a Jesus”.


Por essa razão, o Papa Francisco alertou sobre os pecados da omissão que vão contra a missão, porque, "em vez de espalhar a alegria, nos fechamos numa triste vitimização, pensando que ninguém nos ama nem compreende"; e perguntou: "Deus lhe deu talentos e você acha que é tão pobre que não pode enriquecer ninguém?".



Três pecados contra a missão

Dessa maneira, o Pontífice descreveu, especificamente, três pecados contra a missão:

  1. "Quando, num lamento sem fim, continuamos a dizer que está tudo mal, no mundo e na Igreja”.

  2. "Quando caímos escravos dos medos que imobilizam e nos deixamos paralisar pelo ‘sempre se fez assim’".

  3. “Quando vivemos a vida como um peso e não como um dom; quando, no centro, estamos nós com as nossas fadigas, não os irmãos e irmãs que esperam ser amados”.

Nesse sentido, o Papa Francisco lembrou que "Deus ama quem dá com alegria" e explicou que o Senhor "ama uma Igreja que vive em saída. Se não vive em saída, não é Igreja".

“Uma Igreja em saída, missionária é uma Igreja que não perde tempo a lamentar-se pelas coisas que não funcionam, pelos fiéis que diminuem, pelos valores de outrora que já não existem. Uma Igreja que não procura oásis protegidos para estar tranquila; deseja apenas ser sal da terra e fermento para o mundo. Sabe que esta é a sua força, a mesma de Jesus: não a relevância social ou institucional, mas o amor humilde e gratuito”, afirmou o Papa.


Três modelos para o Mês Missionário Extraordinário

Finalmente, o Santo Padre lembrou que durante este Mês Missionário Extraordinário de outubro, mês do Rosário, seremos acompanhados pelos modelos de uma religiosa, um sacerdote e uma leiga: Santa Teresa do Menino Jesus, São Francisco Xavier e a venerável Paulina Jaricot, “uma operária que apoia as missões com o seu trabalho diário: com as ofertas que retirava do salário, deu início às Pontifícias Obras Missionárias”. E perguntou: “E nós, fazemos de cada dia um dom para superar a fratura entre Evangelho e vida? Por favor, não vivamos uma fé ‘de sacristia’".


Por este motivo, o Papa Francisco propôs um ensinamento com esses três modelos, que afirmam que "ninguém está excluído da missão da Igreja". “Sim, neste mês, o Senhor chama você também. Chama você, pai e mãe de família; você, jovem que sonha com grandes coisas; você que trabalha numa fábrica, numa loja, num banco, num restaurante; você que está sem emprego; você que está numa cama de hospital... O Senhor pede que você se entregue onde está, exatamente como está, com quem está ao seu lado; que você não viva passivamente a vida, mas que a entregue; que não tenha pena de si mesmo, mas deixe-se desafiar pelas lágrimas de quem sofre”.


“Coragem, o Senhor espera muito de você. Ele espera também que alguém tenha a coragem de partir, ir aonde falta esperança e dignidade, ‘ad gentes’, aonde tantas pessoas vivem ainda sem a alegria do Evangelho. Veja, o Senhor não o deixará em paz; testemunhando, você descobrirá que o Espírito Santo veio antes de você para preparar o caminho. Coragem, irmãos e irmãs; Coragem, Igreja Mãe: reencontra a tua fecundidade na alegria da missão! ”, concluiu.


Fonte: ACI Digital

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