Dom Vítor celebra Missa Solene no dia da Excelsa Padroeira da diocese.





A Solenidade de 13 de Maio, dia da Excelsa padroeira da Diocese de Propriá, foi celebrado com a Missa Solene presidida pelo bispo diocesano, dom Vitor Agnaldo de Menezes e co-celebrada pelo Pe. Clebson Ferreira e Pe. Gedeão Pontes. Com a Igreja do Rosário vazia pela primeira vez em toda sua história, a solene celebração foi transmitida através de diversos meios de comunicação. Leia na íntegra a homilia proferida pelo bispo diocesano:


Queridos ouvintes, queridos diocesanos, queridos devotos de Nossa Senhora de Fátima, este ano, devido a pandemia do COVID-19, a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Propriá, está com as portas fechadas e sem a presença dos devotos. É algo que ficará registrado na história da Diocese e da Cidade de Propriá: 2020, o ano em que a Capela de Nossa Senhora de Fátima não abriu suas portas para que os devotos pudessem deitar flores, fazer os seus louvores e apresentar as suas preces aos pés da Virgem. Sei, porém, que vocês estão todos aqui presentes, de alma e de coração e que, Maria, a Senhora do Rosário, também está presente na casa e na vida de cada um de seus devotos. Ela não nos deixa nunca. Em seu amor materno, cuida de todos os seus filhos. Não se esqueçam de sua promessa do dia 13 de junho de 1917 em uma de suas aparições: ‘’O meu Imaculado Coração será o seu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus’’.


Propriá recebeu pela primeira vez a visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima em 21 de agosto de 1953. Quando a Imagem partiu, enquanto as pessoas, do porto do cais acenavam com seus lenços brancos se despedindo da Virgem do Rosário, uma alma devota, profetizava emocionada: Ela voltará. Voltará e ficará conosco. E, de fato, voltou 3 anos depois para ficar, no dia 15 de agosto (Solenidade da Assunção de Nossa Senhora) de 1956, em um dia chuvoso como hoje, trazida da vizinha cidade de Penedo- AL, pelos braços de representantes da Congregação Mariana e do Colégio Diocesano de Propriá, acompanhados por Dom Felício César da Cunha Vasconcelos, Bispo de Penedo- AL. A cidade toda parou para receber a venerada Imagem entre palmas e lágrimas de alegria. Foi um dia memorável! ‘’De onde me vem esta graça de vir a mim a Mãe do meu Senhor? ’’ ... exclamou como Isabel o Dom Felício em suas palavras. Ela veio para ficar e para nos levar a Jesus, caminho, verdade e vida! ‘’Fazei tudo o que Ele vos disser’’ (Jo 2,5).


No dia 14 de outubro, próximo, a Diocese de Propriá completará 60 anos de sua instalação. É a primeira Diocese no mundo, consagrada a Nossa Senhora de Fátima. A pedido do primeiro bispo, Dom José Brandão de Castro, em saudosa memória, no dia 12 de dezembro de 1962, o Papa São João XXIII declarou, oficialmente, Nossa Senhora do Rosário de Fátima como Padroeira da Diocese de Propriá. Dentre os motivos alegados ao Papa, por Dom Brandão, para que Nossa Senhora de Fátima fosse proclamada a nossa Padroeira foi, nas palavras dele, ‘’o culto extraordinário com que o povo a mim confiado honra a Santíssima Virgem sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima’’.


A Virgem de Fátima apareceu em 1917, quando a primeira guerra mundial devastada, cruelmente, quase o mundo inteiro. Ela apareceu cheia de bondade e solicitude pedindo a paz para o mundo, principalmente através da penitência e da conversão dos pecadores. Hoje, ao mundo, devastado pelo coronavírus, de novo ela surge bondosa e nos apresenta o seu Imaculado Coração como refúgio e proteção. Maria cumpre o seu papel de Mãe sempre que os seus filhos são afligidos por guerras, males e doenças. Como Mãe, ela chora à nossa dor e nos acaricia com amor materno para amenizar o nosso sofrimento. São as palavras de Cristo na cruz se realizando no concreto da vida humana: ‘’Eis a tua Mãe, eis o teu filho’’ (Jo 19,26), conforme ouvimos no Evangelho da liturgia de hoje. Ela, através de sua ação maternal através dos tempos, desempenha a sua função materna e cooperadora do Filho na redenção da vida humana, de modo especial, através da sua oração e da sua caridade. Desde aquela tarde longínqua do ano de 1956, ela tem demonstrado, através de sua presença materna e protetora, o quanto ama o povo desta terra. De fato, ela veio ficar e, entre nós, nos assegura que não estamos sozinhos, que fiquemos tranquilos e agasalhados em seu colo. Com ela, meus irmãos, podemos ter esperança e sonha que, a grande utopia da ressurreição do homem e do mundo chegará a ser realidade e que, a tormenta vai passar.


Ela é a onipotência suplicante, como canta o Dom Brandão em seu hino: ‘’ Senhora nossa, onipotência suplicante, ouvi do céu a nossa fervida oração. Ó Mãe de Deus, salvai a vossa Igreja, por vossa pura Imaculada Conceição! ’’.


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