Maravilhas fez conosco o Senhor exultemos de alegria!


V Domingo da Páscoa

(Dia das mães)

Primeira Leitura (At 6,1-7);

Salmo Responsorial (Sl 32);

Segunda Leitura (1Pd 2,4-9);

Evangelho (Jo 14,1-12). Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque Ele fez maravilhas [...] Maravilhas fez conosco o Senhor exultemos de alegria! Este é o convite da liturgia deste dia! É tempo pascal, de páscoa-passagem, de páscoa-transformação. Daí um convite ao canto novo e à alegria próprias destas festas, deste tempo solene, desta celebração. Caríssimos irmãos e irmãs, em júbilo com este convite não podemos ignorar o que se passa ao nosso redor, a realidade dura que estamos vivendo. E esta realidade não pode passar por nós (nem haverá como), simplesmente como um momento ruim que terminou. Toda dificuldade deve servir ao nosso crescimento, ao nosso amadurecimento, seja em âmbito pessoal, social e/ou eclesial. Não pensemos que foi fácil para Jesus "doar a sua vida", "entregar-se a si mesmo", o que implica em morrer na cruz. Não pensemos que foi simples pelo fato de compreendermos hoje que Ele era - e continua sendo - Deus, portanto, que foi fácil porque Ele é Deus. Não! Não foi! Se assim o fosse, não teria suado sangue no Horto das Oliveiras, tamanha era sua angústia. Quão grande era a agonia que sentia! Se tivesse sido fácil esta não teria sido a razão de tantos ensinamentos, de tantas explicações, de tantas conversas d'Ele para com os discípulos, afim de fazê-los compreender o que Ele haveria de enfrentar. Não foi fácil, assim como não está sendo fácil também os nossos dias. Mas foi daí que veio a ressurreição, foi daí que se experimentou a passagem, a páscoa, o novo; daí brotou para nós a nova vida! Nos veio a páscoa-passagem-ressurreição, a mesma que permanece no mistério da fé acontecendo e a nos alcançar. Nossa dura realidade nos chama a trilhar um Caminho que gere Vida em nós, vida plena, vida em abundância. Já estamos nessa estrada, nesse Caminho; permitamos, pois, que a vida brote, que o "novo tome o Seu lugar". A comunidade primitiva também encontrou dificuldade já na primeira hora, nos primeiros instantes, mas a Palavra de Deus sempre foi o fundamento da unidade como meio de se ultrapassar as divisões. Por mais diversos que sejamos teremos sempre um lugar comum e esse lugar é e sempre será Cristo, Verbo de Deus, Caminho único de Vida plena. É hora de todos nos aproximarmos do Senhor. É hora de construirmos, ou mesmo, re-construirmos nosso edifício espiritual. É hora de reorganização da vida. Não é fácil, nem simples. Nunca foi para ninguém, porém, é necessário. Embora tudo esteja turvo à nossa frente e estejamos como Tomé nos perguntando Senhor para onde vais? Em qual direção nós vamos? Qual será o rumo da humanidade? Como podemos conhecer o caminho? (a mesma pergunta de Tomé continua sendo a nossa ao longo desses anos todos e agora mais ainda). A resposta de Jesus também continua sendo a mesma: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida... Há tanto tempo estou convosco... Diante dessa resposta só podemos acreditar em Suas promessas e ouvi-Lo dizer: não se perturbe o vosso coração. Confiemos, esperemos, pois, que as obras que o Senhor tem para fazer são muito maiores do que as que já O vimos realizar. Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!


Pe. Gustavo Martins

Pároco da Paróquia Senhora Sant'Ana, Aquidabã/SE

Diocese de Propriá

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