Nota do bispo diocesano, Dom Vítor Agnaldo de Menezes, sobre a Campanha da Fraternidade 2021


Na noite desta terça-feira, 16, o bispo diocesano de Propriá, Dom Vítor Agnaldo de Menezes, divulgou uma nota sobre a Campanha da Fraternidade 2021. Confira a palavra do bispo, na íntegra:


Nota Oficial sobre a CF 2021
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Cristo é a nossa paz:

Do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14ª).


Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da Ressurreição do Senhor, eu quero reafirmar a minha adesão à Campanha da Fraternidade e me dirigir a todos os meus diocesanos, para expressar o meu desejo de que todos, na obediência da fé e na busca da unidade, querida por Jesus (Cf. Jo 17,21), possam fazer o mesmo. O tema desse ano, “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, quer nos ajudar a encontrar caminhos de diálogo em um mundo extremamente fechado e dividido, incapaz de acolher e amar o diferente nas culturas dos povos e nas pessoas, criadas, como nós, a imagem e semelhança do Criador. A espiritualidade quaresmal convida-nos, sem exceção, a construirmos pontes e a destruirmos os muros que nos separam, limitando a nossa capacidade de amar e de perdoar.

O nosso querido Papa Francisco, presente de Deus para o hoje da Igreja e do mundo, em sua Mensagem para a Quaresma desse ano, exorta-nos a renovar a nossa fé, “neste tempo de conversão”, a obter a ‘água viva’ da esperança” e receber “com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo”. É isso que somos: irmãos e irmãs! Somos filhos e filhas do mesmo Pai que ama a todos nós sem distinção, nem preconceito (Cf. At 10,34). Algumas pessoas têm alimentado, sobretudo nas redes sociais, a divisão através de críticas feitas, por vezes de forma desrespeitosa, à CNBB. As críticas podem ser feitas, mas de forma caridosa e sem paixões, sobretudo de cunho ideológico. Os leigos têm direito de se manifestar e devem ser ouvidos, pois eles também são Igreja, porém, com o devido respeito e cuidado para não ferir a comunhão eclesial, evitando assim o escândalo da desunião. No começo da década de 70, imediata época do Pós-Concílio Vaticano II, a Igreja passou por uma turbulência semelhante à dos dias atuais. Os motivos eram parecidos: a secularização e a falta de unidade interna da Igreja. Inquieto, escreveu o Papa Paulo VI, na época: “Por alguma fresta, a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus (a Igreja)”.

O tempo quaresmal indica-nos a prática da oração, do jejum e da esmola como elementos importantes no caminho da conversão, da busca da unidade e da tolerância. O que nos une é muito maior do que o que nos separa. Em um mundo marcado pela violência, pelo fundamentalismo e radicalismo religioso e político, nós todos, devemos buscar o caminho da paz e da fraternidade universal para que no mundo haja vida e esperança. É preciso mostrar que nem todos querem a polarização e que a grande maioria quer viver e conviver em paz.

A Campanha da Fraternidade nasceu do desejo do episcopado brasileiro de promover a fraternidade e a justiça em nosso País tão desigual. A Igreja não pode ignorar o grito dos pobres e famintos que, por causa da turbulência econômica causada pela pandemia da COVID-19, vem crescendo de forma alarmante em nossas comunidades. O texto principal da Campanha pode até conter pontos passíveis de críticas e observações quanto a abordagem de alguns assuntos, como bem frisou o Cardeal Scherer, Arcebispo de São Paulo, mas, o momento é de nos unirmos em favor da vida e dos que sofrem. Jesus faria o mesmo e espera isso de nós, seus seguidores.

Eu quero assegurar a minha unidade à CNBB e ao CONIC e, ao mesmo tempo, o meu esforço e de toda a Diocese de Propriá na realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021.

Volto a insistir aos meus queridos padres, religiosas e religiosos, aos leigos e leigas, a todos os movimentos e forças vivas da Diocese de Propriá, que se esforcem para realizar bem a CF 2021, sobretudo, a Coleta de Solidariedade em favor dos mais necessitados e abandonados.



Com votos de uma Quaresma fecunda e de uma Santa Páscoa, abençoo a todos(as).



D. Vítor Agnaldo de Menezes

Bispo Diocesano de Propriá

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