Os desafios atuais da família

Estamos vivendo a Semana Nacional da Família. Todos os anos, tendo como espelho, modelo e ideal a Sagrada Família de Nazaré, a Igreja propõe esta semana de oração e reflexão sobre temas e desafios que envolvem e ameaçam as famílias nos dias atuais.



A Igreja sempre reconheceu e exaltou a importância da família para a construção de uma sociedade equilibrada, justa e fraterna. São João Paulo II a descrevia como a célula-mãe da sociedade e a conclamava a ser um santuário de amor, uma pequena igreja doméstica.

Atualmente, um dos grandes desafios que rondam as famílias é a influência negativa, especialmente pela mídia pejorativa, onde há muito empenho em mostrar situações desastrosas, conflitivas, problemáticas e quase não se mostra relações saudáveis, que possam servir de estímulos para se construir uma relação verdadeira.

As nossas crianças e adolescentes estão muito expostos a uma influência terrível e nunca imaginada. Essa influência vai implantando na mentalidade infantil e adolescente uma ideia descompromissada, de sexo fácil, de ficar e deixar. E, de imediato, não conseguimos ter uma dimensão concreta sobre esta influência, porque acontece em doses homeopáticas, um pouquinho a cada dia, é em longo prazo, mas o efeito fica. Quando a gente desperta, o estrago está feito. Muitas vezes, estamos chegando tarde, a mídia está ocupando o espaço dos educadores, pais e evangelizadores.

Outro desafio é a necessidade de renovação da vida conjugal, em muitas situações em que o casal se defronta com responsabilidades e para que subsista nos tempos modernos, com as grandes mudanças que vem acontecendo, é preciso uma nova postura na relação.

O amor pode acabar. O amor se traduz em gestos concretos, por exemplo, o que mais machuca duas pessoas envolvidas numa relação, marido e mulher, e que vai arranhando o amor, é a desconsideração. É aquela tendência do ser humano de machucar as pessoas não valorizando as qualidades, mas apontando sempre os defeitos e quando a desconsideração se torna crônica, provavelmente este casal, chegou perto da dissolução da relação, porque o ser humano não suporta viver numa relação em que nunca ele é valorizado. Esta valorização tem que acontecer no dia a dia do relacionamento. Não é uma valorização extraordinária, num momento especial, porque é no dia a dia que a relação vai se enfraquecendo.

Ninguém se casa para a infelicidade e para carregar o peso de uma relação que, às vezes se torna até doentia, uma relação pesada onde não há momentos de alegria, não há momentos prazerosos, não há um compartilhar, uma cumplicidade.

É preciso investir numa formação preventiva, salientando a importância da fase do namoro, do conhecimento mútuo e do noivado. É preciso que os jovens se preparem bem para viver bem uma relação conjugal e familiar. Vale a pena investir na família, ela traz alegria e realização a todos nós.


Por: Padre Reginaldo Manzotti - Via Aleteia

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